Paralisia do carrapato

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Postado por Dra_ | Tags Cães, Gatos | Postado em 03-06-2011

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É uma doença que acomete principalmente os cães. Acomete gatos, mas estes são mais resistentes. O carrapato envolvido é o Ixodes holocyclus.

Através da picada há liberação da neurotoxina do carrapato, acontecendo  uma paralisia dos neurônios motores inferiores.

Acomete o sistema nervoso periférico e as junções neuromusculares. Os nervos cranianos, facial e trigêmeo também podem ser acometidos. Pode haver também paralisia de músculos intercostais e do diafragma.

Nos achados de exame físico, o animal fica deitado entre 1 e 3 dias, sem reflexos e sem dor. Pode ser observada fraqueza facial e redução do tônus da mandíbula.

Os sinas neurológicos são muito mais graves e com progressão rápida. Pode haver vômito ou regurgitação, arritmias, hipertensão, diminuição da freqüência respiratória, dificuldade de respirar e paralisia total dos músculos respiratórios levando a morte se o animal não for tratado.

O tratamento é paliativo aos sintomas e o eficaz é a retirada do carrapato do animal.

Prevenção já sabem: Aplicar todo mês medicação anti parasitária ( Frontline, Revolution etc)  ou coleiras anti parasitárias (preventic etc).

QQ dúvida…. @dra_ ou drajulianabortoletto@hotmail.com
Dra. Juliana Bortoletto
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Erliquiose (Doença do carrapato)

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Postado por Dra_ | Tags Cães, Dicas, Dicas da Dra., Gatos | Postado em 17-09-2010

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Olá pessoal,  estou aqui pra falar de uma doença muito comum em cães. Atendi um animal essa semana e resolvi contar pra vocês um pouco sobre a erliquiose.

A Erliquiose é uma doença parasitária  severa que acomete os cães, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis. É extremamente rara em gatos.

O animal é contaminado principalmente por meio da picada do carrapato marron dos cães, Rhipicephalus sanguineus, infectados com Ehrlichia canis, que parasitam as células brancas do sangue (leucócitos) e trombócitos.

Os sinais clínicos podem ser divididos em três fases: Aguda, Subclínica e Crônica.

Alguns animais apresentam a doença numa forma subclínica, isto é, sem sinais e sintomas aparentes. Há cães, que apresentam quadro mais grave na fase aguda. Na fase crônica, em alguns cães a infecção pode ser persistente e, quando o sistema imunológico do animal não for capaz de combater e eliminar a bactéria.

Os sinais normalmente encontrados são letargia, depressão, anorexia, perda de peso, febre, sangramentos espontâneos, desconforto respiratório e mucosas ictéricas (quando ficam amareladas) ou pálidas.

O período de maior incidência é durante a primavera e o verão, onde as condições climáticas favorecem a proliferação dos carrapatos, podendo ocorrer infecção em outras épocas do ano.

O diagnóstico dessa doença é difícil, pois é muito parecida com várias outras. A presença ou relato do proprietário sobre o carrapato é uma das formas de se direcionar para a erliquiose. A doença é confirmada através de exame de sangue do animal.

A erliquiose tem cura se tratada adequadamente. As chances de cura são maiores quando o tratamento é iniciado precocemente. Quando tratada no início da doença, após cerca de 48 horas após o início do tratamento já pode ser observada melhora no estado geral do animal. Existem casos em que é necessário até transfusão de sangue para que o animal não venha a óbito.

E como prevenir tudo isso? É Tão simples e muitas vezes o proprietário reclama de gastar com um produto que diz ser caro. Acredite que sai muito mais barato que o tratamento.

A prevenção é feita por meio do controle dos carrapatos no animal e no ambiente com o uso de carrapaticidas seguros. (Sabe aqueles que são colocados no dorso do animal?)

Animais de pêlos longos em períodos de muito calor podem ser tosados para facilitar o controle de parasitas.

Os humanos pode pegar erliquiose?

Sim. Não há relatos de casos de erliquiose canina em humanos, entretanto, outros tipos de bactéria erlichia, que não a canis, podem transmitir outro tipo de erliquiose para humanos, também através de carrapatos. A incidência de erliquiose em humanos tem tido um aumento significativo nos Estados Unidos. Felizmente, ainda há poucos casos diagnosticados no Brasil.